Nos EUA, a revista Nintendo Power tinha um quadrinho mensal chamado Howard & Nester. Ele era, com uma única exceção, totalmente infantil. Puro algodão doce e arco-íris.
A Alemanha entretanto, tinha suas próprias histórias e dois números da revista foram um pouco estranhas, meio... demoníacas.
Future Cops: Super SchoolTyrant, é um longa de ação-comédia feito em Hong Kong em 1993, baseado vagamente na franquia Street Fighter. Foi o primeiro live-action a trazer os personagens da série Street Fighter, sendo que o segundo foi City Hunter estrelando Jackie Chan, que também foi dirigido por Wong Jim, mas lançado 15 dias depois. No ano seguinte o filme oficial de Street Fighter foi lançado, estrelando Jean-Claude Van Damme.
Poucos sabem, mas a primeira aparição de personagens dos jogos da série Street Fighter no cinema não foi em seu próprio filme de 1994, mas sim um ano antes, no filme City Hunter (O Caçador de Encrencas), estrelado por Jackie Chan.
Devido principalmente pelo fato de que o estilo SD (super deformed) ser muito popular na cultura japonesa, muitos dos personagens mais famosos dos games já foram transformados em seres baixinhos e cabeçudos, os tornando mais engraçados, amigáveis e meio ridículos. Os jogos americanos também não estão de fora, e as vezes os produtores acham que seus personagens são muito sérios e precisam, ou virar crianças, ou encolherem ao estilo japonês. Abaixo, preparei uma lista dos casos mais curiosos de jogos que encontraram a fonte da juventude (ou passaram muito tempo na secadora).
Night Trap, lançado em 1992, poderia ter sido apenas mais um jogo tosco para Sega CD, mas o governo americano o transformou na maior tempestade em copo d’ água na história dos vídeo games.
Desenvolvido pela Digital Pictures, um estúdio que era especializado na produção de jogos em FMV (full-motion-video). Night Trap é um jogo bem leve e inocente para os padrões atuais. Em 1992, porém, ele encontrou-se no centro das discussões do Senado e do Congresso Americano sobre a violência nos jogos de vídeo game. O negócio foi sério!
Existem muitos trabalhos de dublagem espetaculares hoje em dia na produção de games, que às vezes incluem até grandes estrelas do cinema. Mas na época que os jogos em CDs estavam começando a aparecer, os produtores nos entregavam essas pérolas.
Claro que algumas dessas atuações são tão ruins, que acrescentam algo a mais aos jogos, dando a eles um certo estilo (mesmo sem querer), além de criar ótimas piadas.
E vocês, lembram de alguma atuação lendariamente ruim em jogos? Deixem o nome dos jogos nos comentários, que se houver uma boa quantidade, eu posso fazer uma segunda parte do vídeo.
Acreditem ou não, mas existe um jogo baseado na famosa "aparição alienígena" que aconteceu na cidade Mineira de Varginha em 1996. O jogo é um FPS lançado para PC em 1998 pela produtora brasileira Perceptum.
A história do jogo começa quando um homem comum recebe de alienígenas que acabaram de chegar na Terra a missão de ajudá-los em sua fuga, e é claro que ele tomou a decisão óbvia que toda pessoa normal tomaria, que é pegar uma arma e sair matando soldados do exército para cumprir sua missão. Além da cidade de varginha, o jogo tem fases ambientadas em outras cidades, como Rio de Janeiro e São Paulo.
Apesar de ser uma iniciativa louvável dos criadores por conseguirem desenvolver no Brasil com poucos recursos um FPS, apenas dois anos depois do ocorrido em varginha, obviamente, ele é muito simples se comparado a outros jogos da época, como Half-Life, ele tem cenários bem simples em 3D e personagens em 2D e uma jogabilidade muito ruim e bugada, mas não deixa de ser interessante conhecê-lo, nem que seja pela bizarrice .
Devido aos acontecimentos ocorridos nos últimos dias, um assunto em voga nos blogs de games é a violência da mídia e como ela afeta os jogadores, então como neste blog sempre tento fugir dos assuntos óbvios, vou falar de um jogo totalmente oposto à tudo isso.
Super Noah's Ark 3D é basicamente um FPS feito na engine de Wolfenstein 3D, baseado na história biblica da Arca de Noé. Ele foi lançado para Snes e DOS pela produtora de jogos cristã Wisdom Tree em 1994, e é o ÚNICO jogo lançado comercialmente para Snes sem a licença da Nintendo.
Para contornar o chip de bloqueio do Super Nintendo, a Wisdom Tree concebeu um sistema através do qual o jogador tinha de inserir um cartucho original de Snes em um slot encima do cartucho de Super Noah's Ark 3D, em uma conexão parecida com a de Sonic & Knuckles com Sonic 3 ou de um Game Genie.
O jogo em si é um simples mod de Wolfenstein 3D, com gráficos e sons alterados. O layout das fases, as armas e comportamento dos inimigos na versão SNES, são idênticos aos de Wolfenstein 3D, mas com gráficos alterados para refletir um tema não-violento.
O que é pior? Levar um coice de um bode ou um tiro de um nazista
Em vez de matar soldados nazistas em um castelo, o jogador assume o papel de Noé, vagando pela arca, jogando frutas e grãos em animais fujões que tentam atacá-lo, a fim de acalmá-los.
Existe uma lenda urbana de que a id Software, irritada com a censura imposta pela Nintendo of America na versão de SNES de Wolfenstein 3D, deu o código fonte do jogo para a Wisdom Tree como parte de uma espécie de "vingança", para que eles fizessem um clone não-oficial de seu jogo. Super Noah's Ark 3D não foi um sucesso comercial, sofrendo com a falta de marketing oficial da Nintendo, comum a outros títulos da Wisdom Tree. Na época, ele era comumente encontrado em livrarias cristãs.