terça-feira, 18 de outubro de 2011

Underground - Activator o Kinect da Sega lançado em 1993

O Kinect já está por aí a quase um ano, e a interação proporcionada por ele de se controlar os jogos sem utilizar controles chamou a atenção de muita gente. Mas essa não foi a primeira vez que uma grande empresa de games investe em um periférico de captura de movimentos do corpo inteiro. A primeira tentativa veio da Sega em 1993 com o lançamento do Sega Activator.

Os comerciais da época prometiam algo revolucionário, que parecia ter saído de um filme de ficção científica (parecia fazer o que o Kinect faz quase 20 anos depois). Tudo que os jogadores precisavam fazer era colocar um monte de pedaços de plástico no chão, encachá-los e, como prometiam as propagandas, quando você chutasse na vida real, você estaria chutando dentro do game.

Claro que os comerciais estavam mentido. Quem comprou logo percebeu que em vez de ser capaz de reproduzir os movimentos do corpo com exatidão, o Activator apenas era um conjunto de sensores infravermelhos que "apertavam" os botões ao captar um movimento qualquer.

Se isso já não fosse o suficiente para decepcionar os compradores, ainda tinha um pequeno problema: Ele não funcionava direito. Os sensores em cada parte do octágono eram muito pouco confiáveis, e podiam simplesmente não captar o movimento ou ser confundidos por espelhos, lustres ou ventiladores de teto.

Mal comercializado e mal implementado, é quase como se o Sega Activator não tivesse sido originalmente concebido como um periférico para jogos... E, naturalmente, não foi. Ele inicialmente era a "Harpa de Luz", demonstrado pelo seu criador Assaf Gurner no estande da Sega na CES de 1993. Ele era um instrumento musical estranho feito apenas para que quem estivesse usando parecesse um idiota.

O que também acontecia com qualquer um que tentasse jogar algum game utilizando ele.

Até que havia uma coisa boa nele. Pelo menos o fato dele apenas replicar as ações do controle, significava que todos os jogos do Mega Drive eram automaticamente compatíveis com ele, o que era bem melhor que ter de obrigar o jogador a comprar vários jogos apenas por causa do novo periférico.

Já foi dito tudo que era de bom a respeito dele, agora vem o pior dos problemas: O preço. Durante sua breve vida, ele custou entre 80 e 150 dólares, o que era uma fortuna em 1993, então juntando isso com o fato de que ele não funcionava, não é de se surpreender que ninguém o comprou. Ele foi então retirado rapidamente e silenciosamente do mercado.

No fim, tudo que sobrou foi são as memórias dos que tiveram o azar de comprá-lo. Mais uma coisa para os fãs da Sega falarem "A Sega fez primeiro!", e para os outros revidarem dizendo "e foi um desastre".

Fonte: Kotaku USA (inglês)

Um comentário:

  1. Caras, eu vivi os dourados anos 90, de locadora em locadora e, como seguista eterno, chego a me encher de emoção ao ver o quanto a empresa tinha boas idéias e sempre péssimas execussões.

    Muito boa a matéria!

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