domingo, 25 de março de 2012

TimeLine Super Mario - Parte 3


Texto traduzido por Mangekyou54 do Nerd, Uai!

Super Mario Bros. seria a última vez que Miyamoto pôde direcionar cada detalhe de um jogo pessoalmente. Suas responsabilidades como líder da R&D4 consumiam todo o seu tempo, e limitaram severamente sua participação na sequência. Mais por necessidade, sua atenção se focou em terminar Zelda, para o Famicom Disk System.

O FDS era essencialmente um drive de disquetes externo que se plugava no Famicom. Os jogos eram mais baratos, os discos armazenavam cinco vezes mais memória que os cartuchos, e os resultados impressionavam. Zelda foi o primeiro jogo para o Famicom Disk. Super Mario Bros. 2 seria o próximo.

Visualmente, ele era exatamente igual ao predecessor, mas era mais difícil... Muito mais difícil. As fases projetadas de maneira fluida foram substituídas por cursos de obstáculos exageradamente difíceis, às vezes exigindo pular num Koopa numa fração de segundo para usar o impulso extra para cruzar um buraco. As fases finais foram inspiradas em “Vs. Super Mario Bros.”, uma versão bastante modificada do original para arcades. Para aumentar as frustrações, alguns cogumelos eram venenosos, alguns canos te mandavam para trás ao invés de para frente, e mudanças de tempo empurravam Mario para trás no meio dos pulos.

A Nintendo decidiu que o nível de dificuldade de Mario 2 excedia o padrão norte-americano. Preferindo não arriscar a popularidade da franquia, ela cancelou o seu lançamento no ocidente e procurou por uma alternativa. Ela foi encontrada em Yume Kojo: Doki Doki Panic, um jogo no qual Miyamoto esteve muito mais envolvido que Mario 2.

Os protagonistas do jogo eram uma família de quatro pessoas, cada uma com habilidades semelhantes às de Mario, que tentavam resgatar crianças presas num mundo de fantasia. Como se isso já não fosse parecido o bastante, os personagens correspondiam bem: Mario, Luigi, Peach e Toad foram adaptados dos modelos do “Irmão”, da “Mamãe”, da “Irmã” e do “Papai”. Luigi recebeu características que o diferenciavam de Mario pela primeira vez em Mario 2 (pulos mais longos, menos tração), e agora ele tinha o seu próprio modelo de personagem. Ser baseado no modelo da “Mamãe” o deixou notavelmente mais alto também.
Mas Doki Doki Panic não era um jogo de Mario e claro que sua jogabilidade não parecia com o de um. Nada de segredos, nem Koopas, nem Bowser. Nada de “Fire Mario”, poucos power-ups e o mais estranhos, nada de pular nos inimigos. Eles (ou várias frutas e vegetais) eram levantados e arremessados nos inimigos. Mario derrotava o último chefe, Wart, jogando frutas em sua boca, fazendo o sapo gigante engasgar, e no fim descobríamos que o jogo inteiro não passava de um sonho de Mario.

Os jogadores americanos pularam de cabeça no “Doki Doki” Mario 2, sem saber nada sobre a mudança. Em retrospecto, ele se tornou a maior aberração da série, mas os dois Marios 2 encontraram um grande público nas suas várias versões. A versão japonesa foi transformada em “The Lost Levels” nas coleções posteriores, corrigindo os elementos mais problemáticos. “Doki Doki” Mario 2 foi completamente revisado para um relançamento no Game Boy Advance, aproximando-o mais do estilo Mario sem alterar a jogabilidade única.

Por uma interessante jogada do tempo, Doki Doki Mario 2 foi lançado originalmente no ocidente em outubro de 1988, o mesmo mês em que os japoneses receberam Super Mario Bros. 3. Os americanos não teriam a chance de dar uma olhada no novo Mario até a épica batalha final de um filme de Fred Savage, The Wizard (O Gênio dos Videogames), dois anos depois. E aí ele ainda demorou dois meses para chegar às lojas.

Miyamoto se envolveu intensamente em Mario 3, desde a concepção ao trabalho final. Ele queria novas maneiras de fortalecer Mario, inicialmente transformando-o num centauro e outras criaturas míticas, mas o primeiro rascunho que realmente ficou mostrava Mario com um rabo de guaxinim. Novas possibilidades de jogo se abriram, e Miyamoto foi em frente com elas. O visual de Mario se expandiu ainda mais, com as roupas de sapo e tanuki, que lhe concederam a habilidade de voar, nadar e se camuflar. Miyamoto complementou esses poderes criando fases engenhosas, consideradas algumas das melhores da história dos videogames.

Dezenas de novos inimigos, como os Boom Booms, os Boos e as Chain Chomps atrapalhavam a missão de salvar sete reis dos sete filhos espevitados de Bowser, os Koopalings. Naturalmente, isso era apenas uma distração para que Bowser (agora com uma cabeleira ruiva) pudesse capturar Peach novamente. Outras novidades incluíam mini-games que forneciam itens, uma útil tela de mapa para você organizar o seu progresso e uma série de flautas mágicas (consideravelmente semelhantes à que Link usava em Zelda II) que deixavam você pular mundos inteiros e chegar ao fim do jogo num instante. Mas pouquíssimos faziam isso, a não ser por um recorde de velocidade. A quantidade incrível de segredos a se descobrir em cada fase encorajava um jogo dedicado, retornando inúmeras vezes em busca de mais.

Super Mario Bros. 3 rapidamente se tornou o segundo jogo mais vendido de todos os tempos. Nesse momento, Mario era o personagem infantil mais reconhecido e rentável do mundo, superando até mesmo o Mickey.

Super Mario Bros. 4 se materializaria sob um novo nome, num novo console e com uma nova competição.

Fim da parte 3.
Fonte IGN

3 comentários:

  1. Boa! Estou acompanhando os posts!
    Abraço!

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  2. Nunca tinha visto essa versão do Famicom Disk System e nem o "Doki Doki" Mario 2.
    Muito interessante a matéria, tá de parabéns!

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    Respostas
    1. Doki Doki Panic é o título original que serviu de base para Super Mario Bros 2(USA)(1988), ou "Doki Doki" Mario 2(que é um nome bem sugestivo por sinal, afinal ambos games apresentam a mesma mecânica de gameplay) e que também é de autoria de Shigeru Miyamoto... Como Super Mario Bros.: The Lost Levels(1986), o Super Mario Bros. 2 Japonês, tinha altas doses de dificuldade e representava mais frustração do que diversão, a Nintendo decidiu não lançar o game nas Américas, até que no ano de 1993, com o advento do SNES, foi lançado para este console, Super Mario All Stars, contendo os quatro games originais, lançados para NES, com gráficos e trilhas sonoras remasterizados. Desses o meu favorito é o Super Mario Bros. 3...

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