terça-feira, 11 de abril de 2017

Review - Bomberman - Nintendo DS


"Jogo produzido pelo mesmo desenvolvedor do Galaxy Note 7"


Então...
Nintendo Switch...
Bomberman R...
Brasil...
É, vai o Bomberman de DS mesmo.


Bomberman foi um dos últimos jogos da franquia desenvolvidos pela própria Hudson Soft, antes de ter sido adquirida pela não tão poderosa Konami dos fabulosos pachinkos. O jogo foi lançado em meados de 2005 como uma releitura do clássico Bomberman de NES e distribuído no mercado ocidental pela Ubisoft.


O jogo possui a mesma pegada dos clássicos, sem montarias, sem história, sem explicação. Apenas um boneco destruindo partes do cenário, matando monstros e coletando upgrades, até limpar o cenário e encontrar a porta para o próximo.

Para não mentir, quando você inicia o modo de campanha, um mundo é apresentado, com uma pequena cutscene em que um cristal é quebrado e os locais do mapa são completamente deteriorados. Este mapa divide-se em 10 partes, sendo que cada parte possui 10 estágios, totalizando 100 desafios até o final da campanha.

Porém, como facilitador, Bomberman DS introduz um sistema de inventário na tela de toque do Nintendo DS, em que todos os itens coletados são acumulados, permitindo com que você use e gerencie tais itens como bem lhe entenda. A ferramenta quebra a dificuldade do jogo, pois algumas vezes você encontra em um cenário dois ou três upgrades iguais, que podem ser acumulados para uso futuro em fases de maior dificuldade (eu terminei o jogo com cerca de 80 a 90 itens acumulados dos mais comuns e entre 10 e 20 dos mais raros).

 A tela de itens some quando você chega em algum cenário de chefe (o décimo estágio de cada parte é um chefe), pois a batalha utiliza as duas telas do DS, porém nada impede que você use itens do seu inventário antes de iniciar a fase. Além disso, alguns chefes se repetem, com a alteração apenas do padrão de ataques e velocidade, tornando o jogo um pouco repetitivo.

O único real desafio que Bomberman proporciona é o chefe final, que possui um grau de dificuldade muito elevado, se comparado com os demais chefes do jogo, sendo que a campanha possui cerca de 3 horas de duração (mesmo com os seus 100 cenários).

Além do single player, o jogo possui um sistema wireless de combate multiplayer, em que até 8 DS's podem ser pareados, com apenas um cartucho, o que acaba estendendo a diversão, desde que você conheça pessoas que possuam um DS/3DS para jogar contigo.

A parte sonora do jogo é ótima, com músicas agradáveis e efeitos sonoros clássicos da franquia. Porém, a apresentação dos personagens deixou a desejar. O Bomberman recebeu uma deformação severa, sendo completamente diferente daquele boneco com pernas compridas apresentado nos jogos de Super Nintendo. Outros jogos da franquia também apresentam essa versão deformada do personagem e todos eles não foram muito bem aceitos pelos fãs da franquia.

Como veredito, Bomberman DS é um jogo que agrada, por proporcionar uma experiência nostálgica para aqueles que jogaram as primeiras versões da franquia, porém deixa aquele gostinho de quero mais... O jogo poderia apresentar batalhas contra chefes mais bem elaboradas e um grau maior de dificuldade, com cenários de tamanho maior e melhor uso e exploração.

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Dúvidas, críticas e sugestões: demolidorgameplay@outlook.com

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