domingo, 23 de abril de 2017

Nobody Plays #49 - Courier Crisis


Courrier Crisis é um obscuro jogo lançado pelo estúdio New Level no final de 1997 para PS1 e Saturn. Foi distribuído pela GT Interactive (Distribuidora de jogos como Unreal Tournament, Duke Nuken, Doom, Driver, dentre vários outros títulos). O jogo aproveitava-se da ideia de consoles para adultos da geração 32bits e do politicamente incorreto que povoou os videogames no final dos anos 90.



Aqui você assume o papel de um entregador de correspondências e o objetivo do jogo é apenas pegar pacotes de um lugar e entregar em outro, isso dentro de um tempo estabelecido, desviando dos obstáculos existentes no mapa.

E no meio dessas entregas você pode atropelar ou bater em pedestres, passar por cima de carros e até chutar cachorros, tudo para garantir a satisfação do cliente no menor tempo possível. A introdução em CG resume bem a ideia que o jogo transmite. E não há NENHUMA PUNIÇÃO pelos seus malfeitos. A violência é completamente gratuita.

Os gráficos não impressionam. Na realidade são bem aquém do que se via na época. As construções são genéricas e repetitivas, as ruas são todas iguais, com angulações que de longe representam a realidade. Existem ruas no cenário que são impossíveis de subir, em virtude da má projeção do jogo. Os veículos que transitam pela cidade são muito desproporcionais. Além disso existe pouca variação de pessoas e veículos. Tudo no jogo se repete com muita frequência. As missões eram dadas em algumas ambientações urbanas, como distrito comercial, distrito industrial, chinatown, etc. Os mapas eram abertos (na medida do possível para a época), mas você não tinha nenhum minimapa à sua disposição, as únicas coisas que lhe guiavam no jogo eram uma seta maluca (ela nunca apontava o destino correto - trollface) e os berros dos seus clientes.

A trilha sonora é muito boa (a única coisa realmente bacana do jogo, na realidade), composta integralmente por rocks de garagem. As bandas não eram conhecidas, mas o estilo das músicas é muito parecido com o que tinha em Tony Hawk Pro Skater. Os efeitos sonoros do jogo são genéricos e repetitivos, além de parecerem abafados, mas alguns berros dos pedestres são muito engraçados. O jogo é muito barulhento e tem uma alta poluição sonora que se torna irritante depois de algum tempo.

Courier Crisis deixa muito a desejar em jogabilidade. O jogo é confuso e extremamente difícil. As vezes a seta não indica o caminho certo a ser tomado, aí vai do jogador conhecer o mapa e descobrir o atalho correto para chegar ao destino. Além disso, é muito fácil ficar preso em obstáculos do cenário, acarretando uma perda desnecessária do precioso tempo para entregar as correspondências. Por fim, fazer curvas no jogo é algo extremamente burocrático e praticamente impossível em altas velocidades. Pior do que fazer uma curva é dar meia volta... Se você perdeu a rua que deveria entrar, desista e recomece a missão.

O jogo tentou criar algumas mecânicas para incrementar a gameplay, mas nenhuma delas era explicada. O personagem pode executar algumas manobras que garantem certos "buffs" durante o cenário, mas a única coisa que te indica isso é um ícone na tela, sem informação alguma. Os pulos são tão desproporcionais que chegam a ser sobrehumanos, mas saltar por cima de carros virando backflip é algo engraçado, além de inusitado.  Além disso, com o passar do tempo e o término de missões, outras bicicletas eram habilitadas, o que aumentava o seu HP (indicado pela correia da bicicleta) e a velocidade do personagem.

Uma palavra sobre Courier Crisis: FUJA. Fuja como o diabo foge da cruz. O jogo é feio, sem propósito e de jogabilidade truncada. Caso você não siga o conselho dado e procure uma ROM disso, tenha certeza que com apenas 10 minutos de jogatina você perceberá que o jogo é só aquilo, só aquela abertura medíocre, e que não há nada mais para fazer do que chutar pedestres e cachorros, pular carros e entregar correspondências.

Roteiro: Demolidor
Vídeo: Nobody

2 comentários :

  1. Lembro que a capa desse jogo me chamava a atenção quando eu ia na locadora.
    Ainda bem que nunca joguei!

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    1. Melhor do que não ter jogado foi não ter gastado com o jogo! Deve ser muito frustrante levar um jogo desses para casa na sexta, sabendo que você só se livrará do encosto na segunda. =D

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